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Entrevista a Laerte Teixeira da Costa
El actual vicepresidente de la nueva central sindical de Brasil –UGT- responde de manera precisa sobre su creación, representación y objetivos. Al mismo tiempo marca la relación con el proceso de unidad sindical en las Américas y el mundial a partir de la
- ¿Por que se criou a UGT?
- O movimento sindical brasileiro estava muito atomizado. O século 20 foi um século de divisões. No início do século 21 houve a sinalização de um processo de unidade internacional que inspirou algumas centrais brasileiras a começarem também a discussão de uma unidade possível. Felizmente CAT, CGT e SDS tiveram inteligência suficiente para levar o projeto adiante.

- ¿Que relação tem a criação da UGT com o processo de unidade sindical nas Américas?
- O processo de unidade do Brasil antecipou-se à união da CLAT e da ORIT, mas tem tudo a ver. Estamos, como UGT, apoiando a fusão entre CLAT e ORIT e estaremos no congresso de unidade programado para março de 2008.

- ¿Quantos trabalhadores representam a UGT e quais os setores nela presentes?
- Estamos compilando as estatísticas, mas desde já é possível afirmar que temos mais de mil entidades, representativas de cinco milhões de trabalhadores. Praticamente todos os setores profissionais estão dentro da UGT. A adesão de setores independentes, além das três centrais, surpreendeu os organizadores. Há prevalência do setor de serviços, comerciários, bancários, etc., mas o setor industrial e a presença de técnicos e profissionais liberais são também significativos.

- ¿A UGT é agora uma central maior do que a CUT? - Não. Ainda a CUT é a maior central brasileira. Cremos que estamos nos equipando em tamanho à Força Sindical. Modificou-se, substancialmente, o equilíbrio de forças no movimento sindical brasileiro. Agora temos três grandes centrais capazes de provocar um diálogo maior com o governo e as forças empresariais. Estamos muito otimistas e vamos nos relacionar bem com as demais centrais.

- ¿Que objetivos tem a UGT?
- Os objetivos são de atuar de forma moderna, mais de acordo com as transformações das últimas décadas, forçar uma interlocução social de qualidade. Há uma preocupação central com os excluídos e com o pessoal que está na economia informal, isso é uma excrescência, uma anomalia. A UGT vai defender os interesses dos trabalhadores desprotegidos.

- ¿Segundo tenho entendido, durante o lançamento da UGT estiveram presentes os dirigentes da CSI, do governo do Brasil e de outras organizações. Isso quer dizer que a UGT desperta expectativas em toda a região e no mundo?
- Sim, estiveram presentes no lançamento da UGT o secretário-geral da CSI, Guy Ryder e os secretários gerais de ORIT e CLAT, respectivamente Victor Báez e Eduardo Garcia. Também outros líderes de grande importância no cenário sindical internacional, como representantes de centrais da Espanha, Portugal, Estados Unidos, América Latina, Ásia e África e outros países da Europa. Ao todo, estiveram presentes mais de 50 líderes internacionais. Os argentinos vieram com uma grande delegação. Os governos federal e estadual estiveram presentes.

- ¿Como recaiu a escolha do presidente e a conformação da diretoria, já que era preciso conciliar o interesse de 4 grupos sindicais distintos?
- Os três presidentes de CAT, CGT e SDS escolheram como presidente da UGT Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. Eles entenderam que havia necessidade de renovação. Foi um gesto de grandeza e discernimento, muito raro nas lides sindicais. Enfim, foi a compreensão de que o movimento sindical brasileiro não poderia seguir dividido e atomizado.

- ¿E como ficam os três ex-presidentes de CAT, CGT e SDS?
- Serão vice-presidentes e conformarão um colégio de vices, o qual dará suporte às ações da diretoria nacional, comandada por Ricardo Patah. Na verdade, todo o processo de unidade e toda a formação da diretoria da UGT foi uma obra de reengenharia sindical. Muito difícil, mas, ao final, tudo saiu bem.

- ¿Qual o perfil sindical do novo presidente da UGT?
- Ricardo Patah é um líder jovem, do setor de serviços. Assumiu o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e lá fez uma revolução. Comanda um sindicato de quase 500 mil trabalhadores, é muito ativo e uma pessoa de diálogo fácil. Temos muita esperança que se consolide rapidamente.

- ¿Como se comportará a UGT no processo de fusão continental: pró CLAT ou pró ORIT?
- Estaremos nos relacionando bem com as duas centrais sindicais. Afinal a CGT pertencia à ORIT e CLAT e SDS à CLAT. A intenção é comparecer ao congresso de março de 2008 com um número de delegados iguais tanto para a CLAT quanto para a ORIT. Cremos que o nosso processo de unidade pode ajudar as duas centrais continentais em sua própria dinâmica de unidade. Tanto CLAT quanto ORIT só têm a ganhar com a UGT .Em resumo: estaremos todos juntos em 2008.

Diego J. Ibarra
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